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BadRun BadRoom MushRoom

Sentei com uma folha de papel, uma caneta e uma vela.
Eram as únicas coisas que jurava precisar para achar o meu caminho,

mas a única coisa que vi foi o nó de minha mente.
E no escuro não consegui desembaraça-los,
colocando-me ainda mais no desespero de não ter uma resposta
As linhas tortas se transformam em desenhos perdidos,
que contextualizam meus pensamentos.
Com o tempo a vela se acaba e a folha não tem mais espaço.
Eu preciso encontrar o meu fósforo,
e ele está perdido a muito tempo.
O quão covarde é ficar no escuro?
Esse pensamento plana em minha mente.
Quando foi mesmo que a luz se apagou?
Acho que agora não importa…
Ou importa. O que importa?
Parece não haver fósforos ou isqueiros nesse lugar.
O quão covarde é ficar no escuro?
Procuro em gavetas e baús já esquecidos pelo tempo.
Às vezes vejo uma luz vinda de algum lugar.
Lembro-me de como é o brilho e o calor da vela,
o que me faz procurar mais.
O quão covarde é ficar no escuro?
Mesmo no escuro continuo a tatear.
Mas se eu acender a vela, aonde é que encontro mais papel?

Nota do autor: Esse texto escrevi em meados de Janeiro de 2013

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