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Capitulo 1 – Batizado

city

 

– Está nervoso aspira ? – Disse Roger com um sorriso malicioso.

Lógico que não, porque estaria nervoso na minha primeira missão sendo uma das mais importantes que o time já fez?Claro que os treinamentos foram incansáveis e praticamente ininterruptos, mas o impacto da realidade na sua mente é uma mistura esquisita para não dizer aterrorizante.

Roger era um experiente Sniper com mais de 25 anos de carreira segurando rifles de precisão a longo alcance. Ignorei seu comentário e me concentrei em lhe dar os equipamentos na ordem correta para a montagem de seu rifle M24. Eu e Roger fomos designados a dar cobertura para o time de assalto terrestre que deveria invadir uma antiga galeria de lojas de dois andares se localizando entre duas estações de metro desativadas. A missão era encontrar a sala de comunicação e destruir a mesma com explosivos sem que as outras bases inimigas próximas percebessem. Estávamos situados no terraço de um prédio de sete andares onde tínhamos uma visão em “L” por causa da disposição dos edifícios ao nosso redor, uma rua larga se esticava até chegar de encontro a galeria nos deixando com a visão privilegiada da entrada, em nossa direita os prédios eram mais altos prejudicando a visão, e a esquerda podíamos observar a extensa avenida que passava de frente a onde estávamos.

Escondidos atrás da mureta ouvimos o pedido de confirmação visual do local, retirei o binóculos da mochila e observei o perímetro:

– Estou com visão do alvo. Sala numero um do segundo andar na esquina da galeria confirmada pelo “BF-5″(binóculos militar com visão de calor)com sete indivíduos. Corredores com… quatro, e parece que a sala mais a direita possui cinto pontos de calor. No Térreo não está sendo localizando ninguém. – Correto, tudo continua o mesmo pessoal, mantenham formação e foco – A voz era do líder da operação, que em terra comandava todo o time para o assalto das lojas na galeria.

Era fim de tarde, o céu começava a trocar sua cor rubra para o azulado escuro quando a invasão por terra começou. Podíamos ouvir o rádio de comunicação e a equipe se deslocando entre poeira, carros virados e prédios destruídos que aquela cidade fantasma havia se transformado. Roger com a mira da sniper posicionada e eu com o binóculos vimos os clarões dentro da galeria. Percebi pela movimentação do infravermelho que os inimigos se dirigiam para o centro do prédio. Uma pequena vibração no nosso edifício me tirou a atenção por alguns segundos, ou poderia ter sido meu braço tremendo pelo nervosismo, porém retornei a concetração.

– Eles estão se juntando, provavelmente na frente da escada! Cuidado! – Logo após terminar minha frase ouço o estampido da sniper de Roger que atingiu inimigos que apareciam pela esquina, correndo na tentativa de pegar o nosso esquadrão pelas costas. Três tiros e três acertos com inimigos correndo confirmavam ainda mais suas habilidades.Comuniquei o esquadrão em terra, que até o momento não aparentava nenhuma baixa, quando um leve tremor atingiu o nosso prédio novamente. – Você sentiu isso? – Roger ignorou meu comentário , e continuava a alvejar quem tentava entrar na galeria.

Para provar que não estava louco, corri oeste do terraço à esquerda e me posicionei na mureta com o binóculos apontado para o horizonte.O vento no alto do edifício acariciou meu rosto e senti meu coração dar uma pancada contra meu peito, a adrenalina correr nas veias, e o desespero tomar conta do meu corpo.Por alguns instantes deixei de prestar atenção em tudo que acontecia, no som de alguém do time sendo atingido através do rádio, nos gritos de Roger, no tremor de nosso edifício aumentando, só conseguia observar aquele mancha escura se descolando em nossa direção e que se revelaria um pequeno exército, com tanques, helicópteros, carros blindados e soldados fortemente armados vindo em nossa direção.

Voltei a mim já ofegante e percebi Roger correndo em direção a escada de segurança na lateral do prédio.Ele olhou para mim e gritou com toda força:

– CORRA! – Foi a ultima coisa que ouvi antes de sentir a vibração no prédio e aquele som “seco” do ar sendo cortado por algo muito rápido. Senti um empurrão de muitas toneladas atrás de mim que me fez ser ejetado do chão, a dor da roupa se misturando contra a pele de minhas costas, e milésimos de segundo depois a dor na cabeça que fez tudo se transformar em um escuro completo.

 

Continua… 

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