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Madrugadas

Escrito ao som de The Rural Alberta Advantage –  Good Night

Night windows of flats

Não tão distante, à 2 anos atrás, eu começava a digitar em uma madrugada muito semelhante a essa em que estou agora, em outro ambiente, com outras preocupações mas ainda assim confuso como aquela criança que vai pela primeira vez a escola.
Eu não estava nas melhores condições psicológicas, admito, perdido em indecisões e remoendo as já tomadas anteriormente, havia sempre a sensação de que apesar dos sacrifícios, nada parecia ser uma passo para frente e sim uma eterna volta que dava em mim mesmo.
Vi que na escrita(ou digitação no caso), estava talvez um escape para poder colocar os pensamentos em ordem e as agonias em algo mais sólido do que toda aquela pesada nuvem pronta para derramar que habitava minha mente.
Estacionado na memória, principalmente hoje, lembranças que precisam de coragem para serem guiadas com cuidado ao seu devido lugar. Para não colidir em lugares perigosos ou barreiras que se tocadas mesmo por um pequeno instante podem cair e derrubar estandartes importantes que precisam continuar tão alto quanto é possível!
Realmente, hoje as coisas melhoraram, tenho uma visão mais ampla de meus caminhos e os passos necessários que preciso tomar e finalmente estar onde quero chegar. Ainda assim, tenho medo das rasteiras que posso levar, e da desgraça que pode me tomar, fazendo tudo acabar.

Fortemente armado na front line, mas com danos em algumas bases que podem ser relevantes(ainda não descobri ao certo), não sei se seria das decisões mais inteligentes dar o passo mais importante da minha vida agora e entrar em guerra nesse momento, entretanto já chega de perder oportunidades, assim que tiver a chance correrei o risco, e sei que valerá a pena ganhando ou perdendo.
Outrora triste por motivos banais, hoje posso gozar da sensação deles terem se esvaído por si só, me trazendo a felicidade em um ponto vital para continuar, tenho que lidar com as minhas escolhas que já tinham sido feitas é claro, mas o fantasma vergonhoso do passado não me permite pisar em ovos.
Raiva, pode ser um sentimento deplorável para esse mundo tão lixo que já vivemos, só que nossa existência é tão pequena, tão curta e tão insignificante que acredito que tudo deve ser usado a seu favor para a conquista de um objetivo. Desde que, e somente que, isso não atravesse seus ideais, passe por cima de pessoas e destrua o pouco caráter que exista em você.
Gostaria de menos madrugadas ociosas como essa, e por mais fresco que isso possa parecer, tentar entender um pouco mais sobre mim mesmo. Não existe a sensação de precisar dividir essa empreitada, nem a de que estou completo da forma em que estou nesse momento, estou preparado e conformado com o que pode vir desse quesito, nascemos como morremos.
E não pode haver mais tempo perdido, não mais do que  já se perdeu, não mais do que já se falou, porém é preciso continuar a frisar, nem que todo dia, nem que toda hora, nem que por uma vida.
Tenha ideais que nunca inflija, linhas que nunca atravesse e verdades bem plantadas para manter a consciência limpa quando colocar a cabeça no travesseiro e dormir nas madrugadas.

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