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$obre o novo emprego

Escrito ao som de: Emicida – cê lá faz idéia?

Queria deixar o registro nos anais de minha história sobre meu novo emprego e como é a experiência de sair de uma multinacional para um empresa que tem cerca de 20 funcionários.

Esse sou eu vivendo, porém estou bem mais magro nessa foto

Esse sou eu vivendo, porém bem mais magro nessa foto


Para conquistar um lugar ao sol (na verdade um lugar na neve), eu resolvi adiantar a vida de proletariado, e antes de completar um ano servindo caf- digo, estagiando de forma honesta em uma empresa multinacional reconhecida no mercado da publicidade, troquei de emprego, o que me gerou o meu primeiro trabalho ruim na minha área de atuação. Mas vamos contextualizar melhor essa mudança que chamo de “sofrimento eterno do exu-sem-luz que parece não acabar”:

– Como estagiário, eu não era nem ao menos tratado como um, de fato, recebia alguns jobs mais chatos do que outros programadores, porém a cobrança com esse tipo de trabalho ou a de outro funcionário era exatamente a mesma.

– O horário na empresa era TOTALMENTE flexível, existindo pessoas que faziam a carga horária normal das 8h às 18h e outras que chegavam 12h e saiam as 20h ou até mais tarde. Isso porque a empresa se responsabilizava a pagar pizza, cerveja, e seu táxi de volta para casa, no caso de você ter ficado lá por causa de alguma demanda importante!

-Não apenas o horário era uma vantagem, o jeito como você se vestia era pouco importante! Chinelo, shorts e regata poderia ser visto todo dia no verão. Tatuagem ou Barba? Pouco importa, e pelo nível de insanidade e pêlos faciais de algumas pessoas não duvido que tivesse uns mendigos se passando por publicitários!

– Trabalhava no bairro mais boêmio de São Paulo, o que levava toda sexta a noite ter uma festa por lá. Sem contar que uma vez por mês a empresa pagava cerveja a noite toda para os funcionários( e de vez em quando uns petiscos também) em algum bar próximo. Poder trabalhar com dois Macs, com um time grande de pessoas extremamente experientes e ainda ter: segunda-feira de frutas grátis, funcionários para nos servir café gourmet ou equipamentos para você mesmo fazer seu café, sorvete gourmet no verão e ter fechado o Cine Jóia (Casa de shows/baladas/putarias de SP) para a festa de fim de ano da empresa, são só alguma das coisas que não vou esquecer. Claro, além de todas as lindas garotas que trabalham lá, e toda galera ficando MUCHOLOKA nessa festa com comida e bebida free. Ou seja, como podem perceber, só faltou pagarem strippers e motel para todos porque até camisinha eles davam.

Era mais ou menos assim o ambiente nas sextas-feiras

 

Agora, acredito que vocês podem entender como dizem no dito popular a ~VIDA BOA~ em que trabalhava, porém, entretanto, todavia, em dezembro do ano passado(2014) resolvi mudar de emprego por questões de grana para a busca de objetivos maiores em 2016 .O que me levou a fazer diversas entrevistas em janeiro indo atrás apenas de um foco! Buscando um dos principais alicerces que rege o mundo depois da mulher: o money, a bufunfa, o tutu, a grana, o faz-me-rir,o cafezinho-do-seu-poliça, o pé-de-meia, verdinha, barão, vintém, tostão, cédulas, dindim.

E apesar da minha empresa atual e da maioria na área de publicidade serem tranquilas em relação a roupa e horário, perder todo o resto foi algo que está sendo difícil de acostumar por aqui. A grana é de fato boa, mas não paga algumas “deprês” que aparecem ao longo do dia. Nesse ultimo emprego eu aprendi a fazer um café decente e percebi o quanto ele se tornou importante para eu conseguir programar logo de manhã, e eu que já não sou uma pessoa lá muito sociável, ter que dividir uma pequeníssima cozinha com varias pessoas faz com que eu me sinta meio intimidado de entrar lá. Tive que voltar a me acostumar a programar só com 1 monitor o que diminui a produtividade em uns 30%, e não tenho mais um lugar para ir descansar um pouco a cabeça como tinha antes, o que chega mais perto disso é o banheiro . Paro para pensar se essa reclamação não é de um moleque burgueszinho que teve tudo na vida, o problema é que quando tenho que enfrentar isso aqui embaixo TODO dia eu lembro que não é bem assim.

Trabalhar é a parte que menos cansa.

Trabalhar é a parte que menos cansa.

As pessoas onde trabalho hoje são diferentes, é complicado eu me sentir confortável para sair e almoçar quando todas as conversas são xenofóbicas, racistas, homofóbicas, etc. Eu que já tenho um grande prazer de comer sozinho fico ainda mais empolgado em ficar no meu cantinho sem interagir com os colegas da fIrMa.

Além de descobrir (por erro meu, porque sou burro, é claro) que aqui vou receber menos do que esperava e não terei hora extra, pela primeira vez me sinto totalmente incluído na corrida dos ratos. Acho que isso pode ser o principal motivo daquele sentimento deprê que bate lá para as 14h~15h depois de comer muita parmegiana e batata frita no almoço. Acordo 2h antes de chegar no trabalho para pegar o transporte público fudido, saio as 18h para mais duas horas da sessão de roubo de dignidade até chegar na minha casa totalmente cansado, um cansaço mais pela viagem do que pelo trabalho em si. Tomar banho, comer assistindo videos, dar check em redes sócias e já está na hora de dormir menos de 8h para acordar no dia seguinte e viver tudo de novo no loop eterno da vida.

Só posso concluir que como já sabia, jamais farei isso a vida toda, e não sei como tem gente que consegue fazer isso por anos, estou a 3 meses nesse esquema e já estou enlouquecendo. Enfim, se não fosse pelos objetivo$$$ do ano que vem já tinha dado ragequit a muito tempo

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