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Oathkeeper

brienne1

Venho tendo uma vontade ridícula de me mostrar.
Mas calma, não é daquela forma de se “exibir” que você está pensando, ou aquela com desdém, ou para mostrar que sou melhor do que os outros. Mas sim, a vontade de mostrar que estou vivo. Que estou aqui para cumprir as promessas que fiz, para demonstrar que diferentemente de tudo o que aconteceu pela minha curta vida, o que eu falo não são só palavras ao vento como descreve Martin em seus livros.

E talvez vocês não façam ideia de como isso é humilhante, e causa uma raiva interior gigantesca, porque diferentemente do que penso, nada do que venho lendo, observando ou percebendo do que está acontecendo é uma mensagem para mim. Tudo isso que vejo não significa absolutamente nada e mesmo assim vem aquela vontade de dizer um “oi estou aqui, e é preciso que eu fique ouvindo de outras pessoas ou outros casos para entender isso.
O problema maior é que eu entendo! Conscientemente eu sei de tudo isso, porém uma vontade interior e inexplicável fica martelando meus sentimentos a todo momento para mostrar que eu estou aqui. Aqui para o que precisar, aqui para o que pedir. É necessário que eu pare, limpe meus pensamentos, bata três vezes na minha cara para não publicar algo totalmente sem sentido só para demonstrar que estou ali presente.

Parece que toda a raiva, aquela gigantesca, absurda, desgraçada e incomparável raiva que senti junto com a também nada pequena decepção, não estão sendo o suficiente para eu desligar esses sentimentos. Chega a ser engraçado de tão ridículo, é como se eu fosse um espectador de minhas próprias ações, me vendo em terceira pessoa enquanto tento sabotar a mim mesmo.

Hoje(literalmente) eu percebi que passei por um aprendizado gigante, olhando o Timehop, percebi uma disparidade no que postava ano passado. Vi que omitia quase que por completo alguns acontecimentos de minha vida, e desde que tenho o aplicativo me perguntava o porque não havia nenhuma publicação sobre tal. Apenas hoje me caiu a ficha que ano passado eu já estava fazendo exatamente o que o Timehop me ajuda a fazer todos os dias: Lembrar do meu papel de otário, das minhas besteiras e não repetir os mesmos erros novamente.

Posso afirmar que amar incondicionalmente, ou pior, doentiamente como eu fiz é o mais perto que cheguei de algum tipo de droga. O mais perto de saber o que é ser viciado em algo, pois mesmo sabendo que aquilo te faz mal, te desvia do que é importante em sua vida, você simplesmente não consegue controlar. É agoniante a sensação de não poder controlar a si mesmo principalmente quando sabe que está errado. É desesperador. E apesar de não chegar a extremos( e obviamente jamais vou chegar), sei o quanto esse tipo de amor pode impactar e até destruir vidas de fato.

Como é possível sentir tudo isso por algo que te fez, e ainda faz tão mal quando as lembranças retornam?Eu não sei se todo esse amor é de forma paterna, ou se só digo isso para enganar a mim mesmo, mas acredito que seja a segunda opção. Mas o que sei mesmo, é que meu coração é como a espada da Brienne, um eterno cumpridor de promessas.

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